sábado, 29 de maio de 2010

Fafá de Belém


Reencontrei minha amiga fafá de Belém no Facebook, maravilhosa!
Me deixou um recadinho:
Já sou vovó
MARAVIIIIIIIIIIILHA!!!! ESTIVE EM POA MAS NÃO TENHO TEUS NUMEROS, PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estou felicissima por tê-la reencontrado!
Sobre a Fafá de Belém:

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lançamento Livro

Colaborador Paulo Betancur

"O céu de Galileu"
autor
Gilberto Buchmann

páginas
400

preço
R$ 35,00



Quinta-feira, 10 de junho de 2010
a partir das 19h30
Livraria Cultura - Shopping Bourbon Country
Rua Túlio de Rose, 80 - Bairro Passo da Areia - Porto Alegre, RS
Tel.: (51) 3028-4033 (51) 3028-4033

www.artepaubrasil.com.br

Editora Arte Paubrasil publica ‘O céu de Galileu’, de
Gilberto Buchmann, primeiro título do selo A Girafa,
sob direção de Raimundo Gadelha.

O céu de Galileu
400 anos da publicação do livro Sidereus Nuncius, que consagrou Galileu Galilei

O Céu de Galileu é um romance histórico de fôlego, sem precedentes na literatura brasileira, impelido pela efeméride dos 400 anos de publicação de Sidereus Nuncius (Mensageiro das Estrelas), obra central de Galileu Galilei, publicada em 1610, na qual publicou os revolucionários resultados de suas observações.

Romance de estreia de Gilberto Buchmann, a narrativa gira em torno do roubo de um manuscrito e retrata o extraordinário desenvolvimento conferido à ciência pelas múltiplas descobertas de Galileu, o protagonista da obra.

Esta ficção de enorme ambição estética e científica, escrita, no entanto, em linguagem simples e acessível em torno de um tema extremamente rico e revelador, acompanha toda a trajetória pessoal do cientista italiano, desde as glórias científicas até o processo movido contra ele pela Inquisição. Mas o livro é bem mais do que isso. Nele encontramos uma insana investigação à altura das mais intensas tramas policiais, um suspense quase torturante que carrega o leitor do primeiro ao último capítulo, e que mesmo assim torna possível reconstituir, tanto quanto permite um romance histórico, o pensamento dominante na época em que transcorrem as ações. A ficção é inserida num fundo histórico exaustivamente pesquisado, havendo enorme quantidade de dados e fatos reais. E são reais todas as informações biográficas sobre Galileu existentes na obra.

Além do enredo principal, a investigação em torno do roubo do manuscrito, que se passa na Itália, há uma história paralela, cujo cenário é a Inglaterra. E a junção das duas histórias confere ao livro um final verdadeiramente surpreendente envolvido em incontáveis cenas dignas de um romance que passa pelos principais gêneros (não só o histórico, mas o policial, o de aventuras e o de profunda reflexão).

O céu de Galileu trata desta personalidade de universal importância que pela primeira vez recebe de um escritor brasileiro um tratamento ficcional. Nunca houve um romance histórico cujo protagonista tivesse tal dimensão. No máximo, figuras nascidas aqui foram romanceadas. Daí porque não representa nenhum exagero a afirmação de que o livro de Gilberto Buchmann é um autêntico acontecimento nas letras nacionais.

Sobre o autor:
Gilberto (Henrique) Buchmann nasceu em Campo Bom, RS, em 18 de abril de 1968. Graduou-se em Letras pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS – e atualmente é servidor público federal. Autodidata em Astronomia, dedica-se a esta ciência desde a década de 1980, tendo escrito a maior cronologia astronômica em Língua Portuguesa – Seis Mil Anos de História do Céu – disponível na internet. Tem ainda no prelo um livro de contos, um de humor, e atualmente dedica-se a um outro romance histórico cujo protagonista é um dos mais emblemáticos escritores brasileiros.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

OSHO

Permaneça no caminho sagrado

Não sou contra ninguém, mas como brasileira, pergunto: O que nós brasileiros temos que nos envolver com bomba atômica?


AUGUSTO NUNES

“Se o acordo for ignorado, vamos reagir”, avisou Celso Amorim.
“Se vierem as sanções, os Estados Unidos vão se dar mal”, rosnou Marco Aurélio Garcia.
“Vou esperar para ver o que vem”, completou Lula com cara de quem acordou invocado.
Os recados do chanceler de bolso, do conselheiro para assuntos cucarachas e do presidente da potência emergente deixaram claro que a trinca recém-chegada de Teerã não estava para brincadeira. As demais nações que endossassem o acordo com os aiatolás atômicos. Se falassem em sanções contra o Irã, o desacato internacional ao Brasil e à Turquia não ficaria sem resposta.
É possível que tenham ocorrido falhas na tradução. É possível que os gringos tenham imaginado que o repertório de retaliações do Brasil não vai muito além do boicote à Copa do Mundo e do cancelamento do Carnaval.
O fato é que ninguém deu importância às frases ameaçadoras. Com o apoio das nações que efetivamente influenciam os destinos do mundo, o governo americano substituiu o acordo malandro por outra rodada de castigos aos iranianos provocadores.
Restou a Lula botar a culpa nos ianques, proclamar-se vitorioso e bater em retirada.
O problema do país tropical, confirmou o mais recente dos incontáveis fiascos internacionais da Era da Mediocridade, não é o complexo de vira-lata.
Essa disfunção, diagnosticada por Nelson Rodrigues, só deu as caras entre 1950, quando a derrota na final contra o Uruguai transformou o brasileiro no último dos torcedores, e 1958, quando a Seleção triunfou na Copa da Suécia.
O verdadeiro problema nacional é o contrário do complexo de vira-lata: é a síndrome de
com-o-Brasil-ninguém-pode.
Aprende-se ainda no útero que a nossa bandeira é a mais bonita do mundo, embora ninguém se atreva a sair por aí tentando combinar camisa azul, calça verde e paletó amarelo.
Aprende-se no berço que o nosso hino é o mais bonito do mundo, muitos sustenidos e bemóis à frente da Marselhesa.
Aprende-se no jardim da infância que Deus é brasileiro, e portanto o país do futuro pode esperar que o futuro chegue dormindo em berço esplêndido.
Já chegou, acredita Lula, portador da síndrome em sua forma mais aguda. Ele decidiu que o país com quem ninguém pode é presidido por um governante que pode tudo.
Acha-se capaz de solucionar conflitos cujas origens se perdem no tempo com fórmulas tão singelas quanto as usadas nos anos 70 pelo dirigente sindical escalado para entender-se com os patrões. Não enxerga diferenças entre povos divorciados por ódios milenares e um casal em crise. Dá palpites em conflagrações exemplarmente complexas com a desenvoltura de doutor no assunto. Essa mistura de ingenuidade, soberba e ignorância acabou produzindo uma forma muito singular de mitomania.
No cérebro de Lula, vale repetir, a área reservada à acumulação de conhecimentos é um terreno baldio. Por não ter assistido a uma só aula de geografia, ainda sofre para descobrir no mapa-múndi onde fica o Oriente Médio. Mas promete encerrar com duas conversas confrontos sobre os quais nada sabe.
Por nunca ter lido um livro de história, ignora que o Irã é a antiga Pérsia, confunde o xá com chá, não faz a menor idéia de quem foi Khomeini. Desconhece o passado que produziu os ahmadinejads do presente. Mas chama de amigo um vigarista juramentado que promoveu a parceiro preferencial.
Entre os flagelos que atormentam o Brasil figuram mais de 10 milhões de analfabetos, um sistema de saneamento básico que só cobre metade das moradias, cicatrizes apavorantes no sistema de saúde e de educação, favelas miseráveis penduradas em morros sem lei, fronteiras fora do alcance do Estado, zonas de exclusão que encolheram o mapa oficial em milhões de quilômetros quadrados, a violência epidêmica, a corrupção endêmica, o primitivismo político, uma demasia de carências a eliminar.
O presidente faz de conta que isso é conversa de inimigo da pátria e capricha na pose de conselheiro do mundo.Candidato a secretário-geral da ONU, Lula já é um dos favoritos na disputa do título de idiota útil da década.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

A Katarina chegou!!!!

Cheguei!
Meu nome é Katarina e estou muito feliz!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

"Cronou a praca...."

BANDIDO A GENTE ATÉ "ATURA" (prende, dá comida p/ ele, banho de sol, sai com 1/6 da pena, tem direito a sexo etc.),
MAS BANDIDO BURRO!?!?!?!?! É dose....
Tem que ser preso e condenado duas "veiz" ...



O vídeo que está enlouquecendo os políticos.

3Esse trabalho do Zé Ramalho resgata uma dignidade de todos nós!
Muitos queremos lutar, mas não encontramos uma forma!
Aí está: divulgar esse vídeo já é um grande passo.
Alguns ilustres moradores de Brasília estão com os cabelos em pé nessas últimas semanas.
O motivo é um vídeo que vem circulando pelos e-mails de lá, com música de Zé Ramalho, que fala sobre a forma como o presidente Lula rege o governo.
A assessoria do gabinete dele está em polvorosa, já que um membro do Congresso não tem que não tenha assistido.
Assista o vídeo que é objeto da polêmica.

sábado, 22 de maio de 2010

Bom final de semana

Pedrinha

Confie...
As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Águas de março em hebraico


O menino que domou o vento

Com dois livros de física elementar, um monte de lixo e a energia eólica, jovem abastece lâmpadas e celulares em sua vila no interior da África

FORÇA AÉREA: William Kamkwamba mostra a instalação que carrega celulares e acende luzes em Malauí, na África
Escondido entre Zâmbia,Tanzânia e Moçambique, o Malauí é um país ruralcom15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe vê um garoto de 14 anos juntando entulho e madeira perto de casa. Até aí, novidade nenhuma para os moradores. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico se conectam no alto da estrutura e, de repente, o vento gira as pás. Ele conecta um fio, e uma lâmpada é acesa. O menino acaba de criar eletricidade.
O menino e a importância de suas descobertas cresceram. William Kamkwamba, agora com 22 anos, já foi convidado para talk shows, deu palestras no Fórum Econômico Mundial, tem site oficial, uma autobiografia - The Boy Who Harnessed the Wind (O Menino que Domou o Vento, ainda inédito no Brasil) - e um documentário a caminho. O pontapé de tamanho sucesso se deve a uma junção de miséria, dedicação, senso de oportunidade e uma oferta generosa de lixo.

EM TERMOS DE GERAÇÃO e consumo de energia elétrica, o Malauí é o 138º país do mundo Uma seca terrível no ano 2000 deixou grande parte da população do Malauí em situação desesperadora. Com as colheitas reduzidas drasticamente, as pessoas começaram a passar fome. "Meus familiares e vizinhos foram forçados a cavar o chão pra achar raízes, cascas de banana ou qualquer outra coisa pra forrar o estômago", diz Kamkwamba. A miséria o impediu de continuar na escola, que exigia a taxa anual de US$ 80. Se seguisse a lógica que vitima muitos rapazes na mesma situação, o destino dele estava definido: "Se você não está na escola, vai virar um fazendeiro. E um fazendeiro não controla a própria vida; ele depende do sol e da chuva, do preço da semente e do fertilizante" , diz Kamkwamba.
Para escapar dessa sentença, começou a frequentar uma biblioteca comunitária a 2 km de sua casa. No meio de três estantes com livros doados pelo Reino Unido, EUA, Zâmbia e Zimbábue, Kamkwamba encontrou obras de ciências. Em particular, duas de física. A primeira explicava como funcionam motores e geradores. "Eu não entendia inglês muito bem, então associava palavras e imagens e aprendi física básica." O outro livro se chamava Usando Energia, tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear água e gerar eletricidade. "Bombear um poço significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos." Você está fumando muita maconha. Tá ficando maluco." Era isso que Kamkwamba ouvia enquanto carregava sucata e canos para seu projeto. "Não consegui encontrar todas as peças para uma bomba d'água, então passei a produzir um moinho que gerasse eletricidade. " Seu primo Geoffrey e seu amigo Gilbert o ajudaram, e após dois meses as pás giravam. O gerador era um dínamo de bicicleta que produzia 12 volts, suficientes para acender uma lâmpada. As pessoas próximas a ele só acreditaram em sua conquista quando ele ligou um rádio, que na hora tocou reggae nacional. "Fiquei muito feliz. Finalmente as pessoas reconheceram que eu não estava louco."
"Conseguimos energia para quatro lâmpadas, e as pessoas começaram a vir carregar seus celulares", diz. No Malauí, a companhia telefônica se recusou a fornecer infraestrutura para as vilas, e as empresas de celulares chegaram com torres de transmissão e baratearam os aparelhos. Por isso, hoje há mais de um milhão de aparelhos celulares no país, uma média de oito para cada cem habitantes. NOVAS MEDIDAS: o primeiro moinho ganhou altura ( 12 metros ) e potência

"Bombear um poço significava irrigar. meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos." A história chegou aos ouvidos do diretor da ONG que mantinha a biblioteca. Ele trouxe a imprensa, e o menino foi destaque no jornal local. E daí alcançou o diretor do programa TEDGlobal, uma organização que divulga ideias criativas e inovadoras que convidou Kamkwamba para uma conferência na Tanzânia. O jovem aumentou o primeiro moinho para 12 metros de altura e construiu outro que bombeia água para irrigação. "Agora posso ler à noite, e minha família pode irrigar a plantação", diz.
Depois de cinco anos, com ajuda daqueles que descobriram sua história, Kamkwamba voltou à escola. Passou por duas instituições no Malauí, estudou durante as férias no Reino Unido e agora cursa o segundo ano da African Leadership Academy, instituição em Johannesburgo que reúne estudantes de 42 países com o intuito de formar a próxima leva de líderes da África.
Apesar de não ter mudado em nada a sua humildade, o sucesso e as oportunidades de estudo tornaram mais ambiciosos os planos de Kamkuamba: "Quero voltar ao Malauí e botar energia barata e renovável nas vilas. E implementar bombas d'água em todas as cidades. Em vez de esperar o governo trazer a eletricidade, vamos construir moinhos de vento e fazê-la nós mesmos".


Escrito por William Kamkwamba em conjunto com o jornalista Bryan Mealer, The Boy Who Harnessed the Wind foi lançado em 29 de setembro nos EUA e ficou entre os dez mais da livraria virtual Amazon


ENTREVISTA
Conversamos com William Kamkwamba, o menino africano que construiu um moinho com lixo e dois livros de físicaRicardo santos // Foto: Tom Rielly
* Conte-me um pouco sobre você, William. Quando você nasceu, onde foi, como é sua família?
Nasci em 5 de agosto de 1987 em Dowa, no Malauí. Moro com seis irmãs, meu pai e minha mãe. Em uma família de garotas, você pode imaginar os problemas por que passei. Na escola, os garotos sempre implicavam comigo porque eu não tinha um irmão mais velho que me protegesse. De qualquer jeito, sobrevivi.

* Como é sua vida na vila onde mora, como são as condições de água, eletricidade. ..?
Moro na vila de Wimbe. É um lugar pequeno com uma grande estrada empoeirada e algumas lojas. Chamamos de Centro de Comércio. Há o barbeiro, o soldador, vários armazéns que vendem roupas e uma loja Farmer’s World, onde meu pai compra milho para plantar e fertilizante. Seguindo essa estrada, há a minha vizinhança, Masitala. A cidade grande mais próxima é Kasungu, com muitos habitantes, um grande supermercado e várias lojas. Para chegar até lá, tem que ir de carona, espremido por uma hora na caçamba de um caminhão. Só 2% da população rural do Malauí tem eletricidade e isso é um grande problema. E antes de eu conseguir perfurar um poço e providenciar água limpa para minha família, não havia água corrente por quase 100 km .

* Em 2000, o Malauí passou por uma seca terrível. Foi por isso que você teve de deixar a escola em 2002?
Sim. Essa seca fez faltar alimento em todo o país. Ninguém conseguia plantar o suficiente para comer. As pessoas começaram a passar fome. Muitos moradores aqui perto de Wimbe morreram de inanição. Causou a morte de mais de 10 mil malauianos. Meus vizinhos e minha família fomos forçados a cavar o solo para achar raízes e cascas de banana, qualquer coisa para forrar o estômago. A taxa para minha escola era 80 dólares por ano. Por causa da situação, meu pai não conseguia pagar, tive que parar de estudar com 14 anos.

* Como você se sentiu por estar fora da escola?
Era bem ruim. Se você não está estudando, quer dizer que vai ser fazendeiro. Eles não controlam a própria vida; dependem do sol, da chuva, do preço das sementes e do fertilizante. Quando saí da escola, olhei meu pai, aqueles campos ressecados e vi o resto de minha vida. Era um futuro que não podia aceitar.

* Foi aí que você começou a frequentar uma biblioteca perto da sua casa?
Sim. Era um lugar bem pequeno dentro de minha escola primária, a uns dois km de casa. Eu geralmente caminhava, ou ia de bicicleta. A biblioteca tinha três estantes cheias de livros doados pelos EUA, Reino Unido, Zâmbia e Zimbábue. Fui com a esperança de estudar por conta própria, para ficar no mesmo nível dos amigos que continuaram na escola. Comecei a ler livros de ciência, e isso mudou minha vida.

* Você construiu um moinho de vento a partir das explicações de um livro, sem nunca ter visto um. Como foi isso, e para que você queria um moinho?
No livro, “Explaining Physics”, entendi como funcionavam motores e geradores. Não lia inglês muito bem. Usei diagramas e fotos para associar as palavras, e assim aprender física básica. O outro livro que li chamava-se “Using energy”, tinha uma foto de um moinho de vento na capa. Dizia que moinhos podem bombear água e gerar eletricidade. Meu pai poderia irrigar a plantação, aumentar a colheita e nós nunca mais passaríamos fome! Por isso decidi construir um moinho. Não havia instruções, mas sabia que se um homem havia construído no livro, eu também conseguiria.

* Como você fez para arranjar as peças? Quanto tempo levou?
Fui a um ferro-velho perto de casa e encontrei vários pedaços de metal e uns canos de plástico. Mas vi que não tinha todas as peças para uma bomba-d’água, então procurei fazer um moinho que gerasse eletricidade. Quando me viam carregando os ferros, as pessoas achavam que eu estava louco. Me provocavam e diziam que eu estava fumando maconha. Mas não deixei que isso me incomodasse. Continuei. Meu primo, Geoffrey, e outro amigo, Gilbert, me ajudaram a construir. Ficou pronto em dois meses. Quando o vi funcionando, fiquei muito feliz. Finalmente as pessoas sabiam que eu não estava louco.

* Quanta energia gerava o moinho?
O gerador do moinho era um dínamo de bicicleta, produzia 12 volts. Era suficiente para acender uma lâmpada. Mais tarde, meu primo achou uma bateria de carro na estrada. Demos uma carga nela, e conseguimos energia para manter quatro lâmpadas e dois rádios. As pessoas faziam fila para carregar seus celulares. Os celulares estão em todo o lugar na África porque são baratos. Há poucos lugares onde a eletricidade chega - geralmente nos arredores das empresas estatais de tabaco - e algumas lojas cobram para as pessoas carregarem os celulares. Comigo era grátis.

* Depois que sua história se espalhou, você voltou a estudar. Como estão seus estudos?
Depois que eu fui à conferência do TED [organização sem fins lucrativos que promove conferências anuais para divulgar boas idéias] em Arusha, na Tanzânia, algumas pessoas se aproximaram e me ofereceram ajuda para voltar à escola. Primeiro frequentei um colégio cristão na capital. Agora estudo em Johannesburgo, na África do Sul, na African Leadership Academy, uma escola que pretende treinar a próxima geração de líderes do continente. Há 200 estudantes de 42 países diferentes da África.

* Agora que você viu que seu moinho não só ajudou sua família, mas gerou esperança em cima de energia elétrica e renovável, quais são seus próximos planos?
Depois de fazer faculdade, talvez nos EUA, quero voltar ao Malauí e descobrir maneiras de produzir energia barata e renovável nas vilas. Quero construir bombas-d’água de baixo custo e que possam ser operadas facilmente. E também colocar um moinho de vento em cada cidade do Malauí. Quando a companhia estatal de telefones se recusou a atender às vilas, as empresas particulares de telefonia celular chegaram com torres e agora todos têm celulares. Nós simplesmente passamos por cima dessas companhias ineficientes. Espero fazer o mesmo com a energia no Malauí. Em vez de esperar o governo levar eletricidade até as vilas por linhas de força, vamos construir moinhos de vento e gerá-la nós mesmos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vik Muniz cria abertura de 'Passione' e se diz 'filho da cultura de massa'

Artista ganhou fama mundial com obras feitas de alimentos e até diamantes.

O videoclipe de abertura da novela “Passione” terá assinatura de grife. O badalado artista plástico Vik Muniz é o autor das obras que serão exibidas diariamente no horário nobre a partir da próxima segunda-feira (17), data de estreia da trama do autor Silvio de Abreu.






Obra que Vik Muniz criou especialmente para a abertura da novela 'Passione'. Instalação foi filmada pela equipe de Hans Donner e será exibida diariamente a partir de segunda (17). (Foto: Divulgação/TV Globo)

Paulistano radicado em Nova York, Muniz ganhou fama internacional com suas telas e esculturas feitas de alimentos, páginas de revistas, monitores de computador e até diamantes.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão as réplicas da Mona Lisa confeccionadas com geléia de morango e pasta de amendoim, do icônico retrato de Che Guevara desenhado com feijão, e a Medusa concebida em um prato de macarrão com molho de tomate.

“Sou filho da cultura de massa. As novelas fazem parte da minha memória afetiva do Brasil”, revela o artista, que vive há quase 30 anos fora do país.

“Ter meu trabalho na abertura da novela é como exibi-lo em uma exposição para 80 milhões de pessoas”, comemora Muniz, que já foi tema de mostras no Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma) e teve obras adquiridas pelo Metropolitan e o Guggenheim.

A convite de Denise Saraceni, diretora de “Passione”, Muniz produziu três instalações feitas com lixo, a partir da foto de um casal se beijando. As obras foram filmadas pela equipe do designer Hans Donner, autor da edição do vídeo.

A abertura da novela terá como música-tema a faixa "Aquilo que dá no coração", do cantor Lenine.“A reciclagem é um dos assuntos que 'Passione' vai abordar. E o reaproveitamento do lixo é um tema que vai ao encontro do meu trabalho”, explica o artista, que usou pneus para reproduzir os cachos do cabelo da "musa" que aparece na instalação.


Vik Muniz utilizou 4,5 toneladas de lixo para produzir a obra que faz parte da abertura de 'Passione'. Obras serão leiloadas para fins beneficentes. (Foto: Divulgação/TV Globo.)

Em “Passione”, o ator Francisco Cuoco interpretará Olavo, um milionário dono de uma empresa de reciclagem, conhecido como “o rei do lixo”.

“No lixo é possível encontrar latas e papéis velhos, restos de comida, mas também sei de casos de catadores que acharam jóias jogadas fora. Misturei tudo isso ao pensar na abertura da novela”, completa Muniz.

O artista conta que as obras foram produzidas durante dois meses no ateliê que ainda mantém no Brasil, localizado no bairro carioca de Parada de Lucas.

“Foi uma loucura! Caminhões entravam e saíam trazendo material reciclável, cerca de 4,5 toneladas de lixo”.

Muniz conta que as instalações "Passione" serão leioladas e a renda será revertida para os projeto "Criança esperança" e para a ONG "Spetaculu", que promove cursos de arte em comunidades carentes no Rio. "Todo trabalho que desenvolvo no Brasil é voltado para a caridade. Espero que o sucesso da novela ajude minhas obras a arrecadarem uma boa verba para essas instituições", torce.

O artista espera que a abertura de "Passione" entre para a história da teledramaturgia brasileira, como outros vídeos que considera "inesquecíveis". "Como era incrível a abertura 'Selva de Pedra'!", recorda Muniz, citando a novela de Janete Clair, que foi ao ar 1986. "Adorava ver a imagem daqueles prédios brotando do chão, refletindo a imagem do Tony Ramos..."

Fonte: G1

Bem vindo São Francisco de Borja


São Francisco de Borja voltou!

O Padroeiro de São Borja, primeira cidade dos sete povos das missões, regressou ao seu lar no dia do trabalhador, neste ano em que completou 500 anos de nascimento.

O retorno da imagem sacra, roubada da antiga igreja da cidade pelas tropas de Solano Lopez, em junho de 1865, na guerra do Paraguai, mobilizou a fronteira oeste.

Momento histórico na cidade, a riqueza cultural da cerimônia, celebrada com missa, procissão e carreata, na presença da mais de 4000 pessoas, tem relevância política, histórica e religiosa.

Devolvida pelo presidente paraguaio Alfredo Stroessner na década de 1970 para o presidente brasileiro, o são-borjense João Goulart, a imagem do Padroeiro ainda teve que esperar para seu retorno.

Jango deixou a vida em 1976, no exílio, desterrado de sua pátria, e não pôde concretizar a vontade de devolver São Francisco de Borja à Igreja. Mas seu sangue continua nas veias das novas gerações para seguir sua missão e o Santo é forte. E agora está com sua gente.

Superior Geral da Companhia de Jesus em 1565, Francisco pregava a lição de que “todos nós somos peregrinos”.

Faz sentido acreditar que depois de tanto tempo peregrinando, já sabia que seu retorno estava marcado. Neste país de tantas descrenças, precisamos da fé representada por São Chico.

Por aqui, São Chico, definitivamente, algo não vai bem.

Estamos perdendo valores humanos elementares, inseridos numa realidade competitiva e egoísta.

Por vezes, esquecemos que o amor é o sentimento mais precioso da humanidade.

Por que a caridade ao invés de justiça Social? Por que a violência ao invés da paz?

Para enfrentar tudo isso, mais do que nunca precisamos da tua bênção. Bem-vindo ao lar novamente.

Christopher Goulart
Presidente Memorial João Goulart



sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Subvertendo a ordem injusta da política

Em certa ocasião, na década de 60, um General de muitas estrelas questionou ao insubstituível educador e filósofo Paulo Freire se ele era subversivo, pois era “o que estão dizendo por aí”. Para surpresa do chefe da caserna, apoiador da nefasta ditadura militar de 21 anos, Paulo Freire, sorrindo, respondeu: “Sim, sou subversivo. Eu subverto a ordem injusta”


Inspiro-me no educador subversivo que no Governo de João Goulart colocou em prática as primeiras experiências de alfabetização popular que levaria à constituição do método Paulo Freire. Essas experiências deram origem ao Plano Nacional de Alfabetização de Jango, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil centros de cultura pelo país. Obviamente, meses depois de iniciada a implantação do Plano, com o golpe de 64, os mesmo Generais fizeram questão de extinguir o esforço de alfabetização. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias.


Já nos dias atuais, deparamos com o descrédito absoluto da sociedade em relação à política. Detentores de mandatos optam em não concorrer à reeleição, em razão de varejos e barganhas que ocorrem na disputa eleitoral. Mas o que Paulo Freire tem a ver com esta realidade? Freire acreditava que “mudar é difícil, mas é possível”. Num contexto em que as eleições se tornam um processo cada vez complexo, precisamos continuar acreditando em mudanças possíveis na política.


Se acreditar em mudanças positivas no processo eleitoral significa caminhar na contramão da realidade, vamos seguir o mestre Paulo Freire, que subvertia a ordem injusta. E, assim, continuar acreditando em ativismo, em militância, em doação integral às causas públicas, em paixão por representar às justas reivindicações da população, em probidade com o trato da coisa pública. Há um clamor popular que procura por novas alternativas, que não se conforma com a atual ordem injusta da comercialização de mandatos. Você não percebe os ventos de mudança?


Christopher Goulart


Presidente Associação Memorial João Goulart.

Duas bolas, por favor - Danuza Leão

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...


Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.


Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...


Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago








Sensacional!

Este é um vídeo de 1944. Naquela época, fim da Segunda Guerra Mundial, eram muito comuns apresentações que se chamavam SISTER ACT. O nome é derivado do fato que esses grupos "teoricamente" eram constituidos de irmãs O grupo que vocês verão se chama THE ROSS SISTERS, ou seja: AS IRMÃS ROSS. Elas cantam nos primeiros 60 segundos aproximadamente, uma canção normal, comum, nada extraordinária. São afinadas, agradáveis, bonitas etc. mas o que elas fazem depois... Nem no Circo Le Soleil... Lembrem-se que isso foi filmado há 65 anos atrás... Algumas das coisas que elas fazem no final da gravação nem hoje em dia voce vê.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ESPM GANHA 5 TROFÉUS AÇORIANOS

É com imensa satisfação que anuncio que ganhamos em cinco das nove categorias que estávamos concorrendo no IV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, que é o mais conceituado evento cultural do Rio Grande do Sul:

Destaque em Cerâmica
Ana Flores pela exposição Um Dia entre Abril e Junho, no Espaço Cultural da ESPM

Destaque em Desenho
Flávio Gonçalves pela exposição Flávio Gonçalves: Desenhos, no espaço cultural da ESPM

Destaque em Melhor Exposição Coletiva
Entre o traço e o espaço: Quatro Ilustradores e seus Processos, de Diego Medina, Fábio Zimbres, Índio San e Nik Neves no espaço cultural da ESPM.

Destaque em Pintura
Cláudia Barbisan pela exposição Vem me Ver, no espaço cultural da ESPM

Artista Destaque Especial 2009
Flávio Gonçalves, exposição no espaço cultural da ESPM

E ainda temos a professora Isabel Castro que levou Projeto Alternativo de Produção PlásticaBienal B confira em:http://www.procempa.com.br/default.php?p_noticia=126693

Parabenizo a todos envolvidos, artistas, curadores, estagiários, colegas, diretores e funcionários da ESPM que fazem com que o Espaço Cultural seja um espaço de excelência em ARTE, principalmente à Amélia Brandelli que estava na coordenação até o início deste ano.

Cláudia Barbisan - Coordenadora do Espaço Cultural ESPM-RS

VULCÃO EYAFJALLAJOKU - fotografia - Islândia

As ash from Iceland's Eyjafjallajokull volcano continued to keep European airspace shut down over the weekend, affecting millions of travelers around the world, some government agencies and airlines clashed over the flight bans. Some restricted airspace is now beginning to open up and some limited flights are being allowed now as airlines are pushing for the ability to judge safety conditions for themselves. The volcano continues to rumble and hurl ash skyward, if at a slightly diminished rate now, as the dispersing ash plume has dropped closer to the ground, and the World Health Organization has issued a health warning to Europeans with respiratory conditions. Collected here are some images from Iceland over the past few days.

Lightning streaks across the sky as lava flows from a volcano in Eyjafjallajokul April 17, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

The volcano in southern Iceland's Eyjafjallajokull glacier sends ash into the air just prior to sunset ON Friday, April 16, 2010. Thick drifts of volcanic ash blanketed parts of rural Iceland on Friday as a vast, invisible plume of grit drifted over Europe, emptying the skies of planes and sending hundreds of thousands in search of hotel rooms, train tickets or rental cars. (AP Photo/Brynjar Gauti)

Long lens view of farm near the Eyjafjallajokull volcano as it continues to billow smoke and ash during an eruption late on April 17, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)

A car is seen driving near Kirkjubaejarklaustur, Iceland, through the ash from the volcano eruption under the Eyjafjallajokull glacier on Thursday April 15, 2010. (AP Photo/Omar Oskarsson)
Chunks of ice from a glacial flood triggered by a volcanic eruption lie in front of the still-erupting volcano near Eyjafjallajokul on April 17, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

Ash covers vegetation in Eyjafjallasveit, southern Iceland April 17, 2010. (REUTERS/Ingolfur Juliusson)
This aerial photo shows the Eyjafjallajokull volcano billowing smoke and ash on April 17, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)

A woman stands near a waterfall that has been dirtied by ash that has accumulated from the plume of an erupting volcano near Eyjafjallajokull, Iceland on April 18, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

Horses fight near the town of Sulfoss, Iceland as a volcano in Eyjafjallajokull erupts on April 17, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

Farmer Thorarinn Olafsson tries to lure his horse back to the stable as a cloud of black ash looms overhead in Drangshlid at Eyjafjoll on April 17, 2010. (REUTERS/Ingolfur Juliusson)
A small plane (upper left) flies past smoke and ash billowing from a volcano in Eyjafjallajokul, Iceland on April 17, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

Smoke billows from a volcano in Eyjafjallajokull on April 16, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)

The sun sets in a sky dusted with ash, over Lake Geneva, as seen from the Lavaux Vineyard Terraces, a UNESCO site in Switzerland, on April 17, 2010. (FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images)

The volcano in southern Iceland's Eyjafjallajokull glacier sends ash into the air Saturday, April 17, 2010. (AP Photo/Brynjar Gauti)

Farmers team up to rescue cattle from exposure to the toxic volcanic ash at a farm in Nupur, Iceland, as the volcano in southern Iceland's Eyjafjallajokull glacier sends ash into the air Saturday, April 17, 2010. (AP Photo/Brynjar Gauti)


A rescue team helps landowners to clear volcanic ash from a roof in Seljavellir, Iceland on April 18, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)

Sheep farmer Thorkell Eiriksson (R) and his brother-in-law Petur Runottsson work to seal a sheep barn, in case winds shift and ash from a volcano erupting across the valley lands on their farm, in Eyjafjallajokull April 17, 2010. The current season is when the spring lambs are born and such young animals are especially susceptible to volcanic ash in their lungs so they must be stored inside. (REUTERS/Lucas Jackson)

A dark ash cloud looms over the Icelandic south coast April 17, 2010. (REUTERS/Ingolfur Juliusson)
A man runs along the roadside, taking pictures of the Eyjafjallajokull volcano as it continues to billow smoke and ash during an eruption on April 17, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)
A huge ash cloud creeps over the Icelandic south coast April 16, 2010. (REUTERS/Ingolfur Juliusson)

Wearing a mask and goggles to protect against the smoke, dairy farmer Berglind Hilmarsdottir from Nupur, Iceland, looks for cattle lost in ash clouds, Saturday, April 17, 2010. (AP Photo/Brynjar Gauti)

A farmer checks muddy volcanic ash on his land in Iceland on April 18, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)

This aerial image shows the crater spewing ash and plumes of grit at the summit of the volcano in southern Iceland's Eyjafjallajokull glacier Saturday April 17, 2010. (AP Photo/Arnar Thorisson/Helicopter.is)

Construction crews repair a road damaged by floods from glacial melting caused by a volcano in Eyjafjallajokull, Iceland April 17, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

Horses graze in a field near the Eyjafjallajokull volcano as it continues to billow dark smoke and ash during an eruption late on April 17, 2010. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)


Ingi Sveinbjoernsso leads his horses on a road covered volcanic ash back to his barn in Yzta-baeli, Iceland on April 18, 2010. They come galloping out of the volcanic storm, hooves muffled in the ash, manes flying. 24 hours earlier he had lost the shaggy Icelandic horses in an ash cloud that turned day into night, blanketing the landscape in sticky gray mud. (HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images)
The ash plume of southwestern Iceland's Eyjafjallajokull volcano streams southwards over the Northern Atlantic Ocean in a satellite photograph made April 17, 2010. The erupting volcano in Iceland sent new tremors on April 19, but the ash plume which has caused air traffic chaos across Europe has dropped to a height of about 2 km (1.2 mi), the Meteorological Office said. (REUTERS/NERC Satellite Receiving Station, Dundee University, Scotland)

A woman makes a phone call in the empty arrival hall of Prague's Ruzyne Airport after all flights were grounded due to volcanic ash in the skies coming from Iceland April 18, 2010. Air travel across much of Europe was paralyzed for a fourth day on Sunday by a huge cloud of volcanic ash, but Dutch and German test flights carried out without apparent damage seemed to offer hope of respite. (REUTERS/David W Cerny)


Lava and lightning light the crater of Eyjafjallajokul volcano on April 17, 2010. (REUTERS/Lucas Jackson)

The first of 3 photos by Olivier Vandeginste, taken 10 km east of Hvolsvollur at a distance 25 km from the Eyjafjallajokull craters on April 18th, 2010. Lightning and motion-blurred ash appear in this 15-second exposure.


The second of 3 photos by Olivier Vandeginste, taken 25 km from the Eyjafjallajokull craters on April 18th, 2010. The ash plume is lit from within by multiple flashes of lightning in this 168 second exposure.


The third of 3 photos by Olivier Vandeginste, taken 10 km east of Hvolsvollur Iceland on April 18th, 2010. Lightning flashes and glowing lava illuminate parts of Eyjafjallajokull's massive ash plume in this 30-second exposure. (© Olivier Vandeginste)